Nem
tudo era paz no governo Médici. Se, de um lado, conseguia manter os
trabalhadores sob controle, de outro, os estudantes protestavam contra a perda
de espaço, cada vez maior.
Qualquer
cidadão suspeito de ser “subversivo” – nome que o governo dava aos que
discordavam dele – podia ser detido, torturado e morto, sem que a família
soubesse de seu paradeiro e sem que nenhuma autoridade jurídica fosse
consultada. Universidades forom invadias; professores, jornalistas, artistas,
estudantes, religiosos e militares contrários à ditadura foram perseguidos;
Ao
final do governo Costa e Silva surgiu o famigerado Decreto-Lei 477/69,
proibindo estudantes, professores e funcionários de escola de realizarem
manifestações políticas. O governo Médici foi além, proibindo qualquer
manifestação estudantil, política ou não. Cassados os direitos de cidadania,
foi-lhes retirado até o direito de pensar, como se pensar não fosse um ato
natural de quem estuda.
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